Centro de Monitoramento de Presos fortalece a Segurança Pública em Alagoas

30% dos custodiados monitorados eletronicamente cumprem pena no Agreste e Sertão do Estado; iniciativa inibe a violação das determinações da Justiça

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O Governo de Alagoas investe nas ações para combater a violência em todo o Estado. Para intensificar o monitoramento dos custodiados que utilizam tornozeleira eletrônica, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris),em parceria com a Polícia Militar (PM), inaugurou em agosto o Centro de Monitoramento Eletrônico de Presos (CMEP), no 3º Batalhão da PM, em Arapiraca.

A iniciativa expandiu o sistema de monitoramento tornando a fiscalização mais eficaz e inibindo as tentativas para violar as determinações do Poder Judiciário. O uso de tornozeleiras teve início há cinco anos em Alagoas. Atualmente, 800 custodiados são monitorados através do CMEP. Com a instalação de uma unidade de fiscalização em Arapiraca, 240 custodiados que residem em 49 municípios do Agreste e Sertão estão sendo monitorados de perto.

O supervisor do CMEP, tenente PM Alucham Fonseca, destaca que os reeducandos devem ter consciência de que ganharam uma oportunidade de responder em liberdade, mas que isso não os isenta de cumprir as determinações judiciais. “É importante que eles saibam que realmente estão sendo monitorados e em caso de violação, eles voltam para o sistema. Aqui no Agreste, tivemos dois casos de violação e ambos foram detidos”, afirmou o tenente.

O comandante do 3º Batalhão de Arapiraca, tenente-coronel PM José Cláudio do Nascimento, reiterou que a integração das forças policiais é fundamental para o sucesso das ações da Segurança Pública em Alagoas. “Queremos realizar o melhor trabalho possível em benefício da comunidade. O bom uso dos modernos equipamentos do Centro é fundamental para diminuir os índices de violência, como já está acontecendo”, salientou o comandante.

De acordo com o secretário da Ressocialização, tenente-coronel PM Marcos Sérgio de Freitas, o maior beneficiado com a parceria entre a Seris e a PM é a sociedade. “Mesmo estando em semiliberdade, o monitorado continua sendo um reeducando. Por isso, temos que adotar as medidas necessárias para que a lei seja cumprida e a ordem seja assegurada. O custodiado que violar a determinação será encaminhado para o Presídio do Agreste”, salientou.

Maysa Cavalcante – Agência Alagoas

06/09/16