Estudo mostra que cantar ajuda na luta contra a demência e Alzheimer

Este poderia ser um ditado popular, mas é nada mais nada menos do que a conclusão de um estudo

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Quem canta, seus males espanta. A máxima acaba de ser comprovada por Catherine Loveday, neuropsicóloga na Universidade de Westminster e uma entusiasta da relação entre a música e a mente.

Numa publicação assinada no site The Conversation, a especialista lembra uma investigação de 2004 que indica que a memória musical pode ser preservada (mesmo que de forma desproporcional) na mente de pessoas com demência, uma teoria que ganhou força em 2013 com um estudo que provou que as memórias formadas por músicas são mais difíceis de perder e que pequenas frações de segundo de uma sonoridade são suficientes para reconhecer um tema musical.

Mas, o que é que a música tem a ver com a a saúde mental? (Quase) Tudo. No ano passado, um estudo europeu realizado entre universidades da Alemanha, Holanda, França e Dinamarca foi mais longe e conseguiu mesmo mostrar como os hits mais populares podem ativar áreas concretas do cérebro, como aquelas que estão diretamente associadas com a perda de memória e, consequente, doença de Azheimer.

Os estudos que têm sido feitos neste sentido, revelam que a música ajuda as pessoas com declínio cognitivo a não perderem o seu sentido de identidade, uma vez que a música está fortemente associada a memórias, a eventos da vida e a emoções, fatores que ajudam a relembrar episódios concretos que poderiam ficar esquecidos com o Alzheimer, por exemplo.

A música é também um ótimo complemento para o estímulo mental, como mostrou um estudo de 2013 que provou que as pessoas que cantam palavras de um idioma novo conseguem aprendê-lo mais facilmente do que aquelas que simplesmente falam.

g1

04/09/16