Menina de 13 anos morre após contrair grave doença causada por uso de absorvente interno

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Uma grave tragédia marcou a vida da garota britânica Jemma-Louise Roberts, de apenas 13 anos. A menina, que participava de competições de natação, tinha o sonho de se profissionalizar no esporte. Porém, seus objetivos foram interrompidos por um grave problema de saúde chamado Síndrome do Choque Tóxico (SCT).

Jemma-Louise teve a grave síndrome causada pelo uso de absorventes internos, e infelizmente, não resistiu a ela. O problema é raro e é causado por uma infecção bacteriana. Da mesma forma, é incomum que a síndrome seja letal, o que torna ainda mais triste o caso de Jemma.

Segundo informações da Universidade de Minnesota, EUA, a SCT atinge, em média, uma a cada 100 mil pessoas.

Para conscientizar as pessoas, a mãe da jovem nadadora, Diane Roberts, resolveu contar sua história. De acordo com ela, já havia ouvido falar sobre o quanto a síndrome era, de certo modo, comum nos anos 80, mas não imaginaria que hoje tal coisa poderia acontecer.

O caso de Jemma-Louise começou quando ela alegou se sentir durante férias com a família. No início, eram pequenas dores estomacais, que então sucederam-se a vômitos, diarreia e febre alta. Com a piora do quadro, os pais imediatamente conduziram a garota ao hospital.

Os médicos a princípio pensaram tratar de um problema causado por algum vírus alimentar, porém, constataram que a menina poderia estar com a síndrome após seu quadro de saúde se agravar.

Jemma foi submetida a tratamento. No entanto, uma semana depois, não resistiu a hemorragia cerebral que herdou das bactérias em seu sangue. Tristemente, a alegre garota teve suas promissoras vida e carreira destruídas.

O porta-voz da Infectious Diseases Society (Sociedade de Doenças Contagiosas), Aaron Glatt, afirmou que o uso dos absorventes internos é seguro e que o caso não deve motivar as adolescentes a evitá-lo. Contudo, recomenda que o uso deve ser precavido e controlado com atenção.

A recomendação principal é a de que o mesmo absorvente não seja utilizado por muito tempo, o que potencializa que, além da SCT, infecções, feridas e outros problemas possam ser causados. O ideal é que seja substituído a cada 6 horas. E caso a pessoa não esteja se sentindo bem, é sugerido que o absorvente seja retirado.

No caso de Jemma, estima-se que a bactéria possa ter se desenvolvido pelo uso prolongado do produto. Mas, não se descarta também a hipótese de que o absorvente poderia ter sido danificado ou exposto a alguma contaminação.

Glatt conclui dizendo que, em caso de problemas, o médico deverá ser procurado imediatamente e deve ser informado pela paciente se há ou não o uso de absorventes.

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