O homem-árvore ao fim foi operado e sua mudança é radical

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Um dos objetivos que perseguimos no é posteriormente dar boas notícias de algum caso, que de alguma forma possa ter chocado o leitor. Assim criamos tantos alertas quantos possíveis no Google para que estejamos a par de um assunto específico que noticiamos. Bem este foi o caso de Abul Bajandar, 27 anos, oriundo de Khulna, em Bangladesh, queficou conhecido como “homem-árvore” por causa de suas mãos cheias de verrugas, que pareciam cascas de uma árvore por causa de uma condição chamada Epidermodisplasia Verruciforme. Nós falamos desse caso em fevereiro deste ano e agora temos boas novas.

Abul se recusava sair ás ruas e a doença, não era pra menos, lhe causava muita inseguranças e rejeição social, além dos inconvenientes para fazer coisas simples como se alimentar, por exemplo. No entanto, o que mais lhe doía era que não podia brincar e abraçar a sua filha. Em realidade ela se assustava todas as vezes que o pai mostrava a mão para ela. Até agora, que uma recente cirurgia começou a mudar sua vida.

– “Sinto-me outro homem, ainda não posso caminhar pelas recentes operações e tenho que exercitar a cada dia minhas mãos para adquirir maior mobilidade, mas só de tê-las livres sinto que renasci!”, se regozija Abul.

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Abul foi internado em fevereiro no Hospital Universitário de Daca e desde esse então ficou esperando por uma cirurgia que lhe permitisse viver com normalidade e lhe curasse de sua estranha doença, que lhe criava pesadas verrugas com forma de cascas de árvore nas mãos e pés. Até que enfim foi feita.

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Conquanto ainda não possa fechar completamente suas mãos, pois ainda há uma capa de verrugas, Abul está felizcom suas novas mãos e já está pensando em reconstruir sua vida com normalidade. Ainda que precisará fazer outras cirurgias estéticas, que o manterá por 6 meses mais no hospital.

– “Pouco a pouco volto a recordar as sensações que tinha antes de que aos 15 anos minhas mãos começassem a se encher de verrugas. Sofri muito! Tinha gente que me evitava e sempre sentiu muita dor. Tinha saudades de tudo. Desde comer por minha conta a poder brincar com minha filha, abraçá-la. Essas coisas que todo pai quer fazer com seus filhos”, diz Abul.

O hospital estuda a possibilidade de encontrar uma fórmula para evitar que as verrugas cresçam novamente ou um paliativo para que Abul possa controlá-la por si mesmo, pois a doença lamentavelmente não tem cura.

– “Muita gente me visitou oferecendo ajuda neste período difícil. É bom que meu caso tenha sido conhecido em todo mundo, pois animou outras pessoas a tratar doenças difíceis”, explica o rapaz.