Rio teve cem roubos por dia nas áreas com competições olímpicas

roubo

Para planejar o combate à violência no estado, as autoridades dividem o território do Rio em Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisps) — cada uma tem um batalhão da Polícia Militar e pelo menos uma delegacia. Entre as 17 Aisps que ficam na capital, sete têm, dentro de sua delimitação geográfica, instalações que receberão competições durante os Jogos Olímpicos, daqui a menos de um mês. Nos mesmos locais onde serão batidos recordes, por enquanto, as únicas marcas de causar espanto são as dos índices de criminalidade: foram registrados, apenas nessas sete áreas, cem roubos por dia, em média, entre janeiro e maio deste ano.

A conta foi feita pelo EXTRA com base nos números mais recentes divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Dos 15.265 assaltos no período — que representam, ainda, uma ocorrência a cada 15 minutos — o maior peso fica por conta dos quase sete mil roubos a pedestre, ou 45,6% do total.
crimes-por-aisp
Uma das áreas mais sensíveis é justamente aquela que concentra a maior quantidade de instalações: trata-se da Aisp 14 (Bangu), do Complexo Esportivo de Deodoro, onde ocorrerão as competições de hipismo, ciclismo, tiro esportivo, canoagem, hóquei sobre grama, rúgbi e basquete, entre outras — só o Parque Radical, que após os Jogos voltará a ser um espaço de lazer para a população, tem cerca de 500 mil metros quadrados. Apenas a Aisp 3 (Méier), onde está o Engenhão, registrou mais roubos nos primeiros cinco meses de 2016 (veja mais no infográfico abaixo).

Na comparação com o resto da cidade, porém, a soma das ocorrências situadas nas “Aisps olímpicas” ainda fica em situação ligeiramente favorável. Embora tenham cerca de 40% da população carioca (2,5 milhões de pessoas), nas sete áreas foram registrados 37% do total de roubos da capital no período analisado.

A resposta das autoridades

Procurada, a Secretaria estadual de Segurança (Seseg) frisou que mais de 85 mil homens atuarão nos Jogos Olímpicos — 47 mil de segurança, Defesa Civil e ordenamento, e 38 mil das Forças Armadas. Ainda segundo a Seseg, a Polícia Militar empregará 18.500 agentes por dia, além de 6.500 da Polícia Civil, em média. Por fim, mais 1.300 praças atualmente em treinamento irão reforçar o policiamento nesse período. Enquanto isso, 800 policiais, divididos meio a meio entre Região Metropolitana e Baixada Fluminense, vão patrulhar por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS).

A polícia militar empregará 18.500 homens por dia e a polícia civil, em média, 6.500. Na última quarta-feira, o secretário de segurança, José Mariano Beltrame, anunciou que mais 1.300 praças, que estão em treinamento no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), irão reforçar o policiamento nesse período. Após a formatura, parte desse efetivo atenderá a Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo. Para emprego imediato, 400 homens serão empenhados na Região Metropolitana e outros 400 para a Baixada Fluminense por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS).

Já a PM informou que as regiões olímpicas apresentaram “redução dos índices criminais de roubos de rua em relação a um passado recente”. Veja a íntegra das duas notas no site do EXTRA.

EXTRA